Empresa seleciona colaboradores para serem Guardiões da Cultura em modelo de negócio que deve ganhar força no pós-pandemiaWelcome to the HomeStyle shop!

Empresa seleciona colaboradores para serem Guardiões da Cultura em modelo de negócio que deve ganhar força no pós-pandemia

Verity resolveu promover mudança interna com a ajuda da própria equipe que se dividiu em times para pensar em inovações para a marca de transformação digital

Que as empresas sairão diferentes da pandemia ninguém tem dúvidas. Mas entre as mudanças que ocorrem desde março, quais realmente devem ficar no pós-Covid-19? Para Victor Gonçalves, Head de Inovação e Agilidade da Verity, empresa que promove intensificação digital, a importância da cultura das companhias, que ganhou visibilidade nos últimos meses, deve se manter no foco das atenções.

“A pandemia mostrou que não importa se trabalhamos perto dos colaboradores ou longe. Se a cultura da empresa estiver fortalecida, a produtividade e o engajamento continuam os mesmos, independentemente da situação”, afirma Victor. Fazendo parte de uma empresa que defende que a transformação digital passa por uma mudança de cultura, o executivo resolveu implantar internamente o que defende perante seus clientes.

Para isso, criou o projeto Guardiões da Cultura, que conta com a participação de funcionários que se voluntariaram para fazer parte da iniciativa. 25% da empresa quis participar e liderar o movimento. Divididos em 3 squads multidisciplinares, os colaboradores têm como desafio, além das suas atividades diárias para com os clientes, pensar e implantar ideias que reforcem a cultura da Verity no dia a dia da equipe e que venham a fazer parte do cotidiano de todos futuramente.

Na Dex, Ágora e Growth, como cada time se autointitulou, estão pessoas das áreas de inovação, tecnologia, recursos humanos e marketing. O engajamento surpreendeu o gestor. “Empresas como Amazon e Google têm programas semelhantes para reforçar a cultura internamente. E a média, nessas grandes empresas, é de 12 a 15% de participação. Quando vimos que 25% dos colaboradores da Verity queriam, de forma espontânea, fazer parte disso, ficamos muito felizes e vimos que estamos no caminho certo”, revelou Victor.

No programa, a cada duas semanas, as equipes precisam apresentar alguma solução que, após validada, pode ganhar escalabilidade dentro da empresa. Os processos são todos feitos com autonomia e independência por cada time. Neste primeiro momento, a Dex apresentou o Verity Coffee, um encontro com crossover de funcionários para compartilhar desafios de projetos. A Ágora sugere o Verity Talks, com meetups de desenvolvedores de tecnologia, que darão palestras, sempre com a participação de clientes, sobre as mais diversas soluções. Já o Growth está testando um MVP de um processo de feedback, com uma ferramenta de gestão de cultura que sistematiza o processo.

Victor acredita que iniciativas como essas vão ganhar força no pós-pandemia. “Muitas empresas perceberam recentemente que é preciso uma conexão maior. E quando falamos em conexão não é apenas no sentido digital. É preciso conectar o serviço ou o produto oferecido a uma cultura que seja da empresa. A concorrência cresce a cada dia e, consequentemente, a exigência do cliente também. Quem não entregar uma experiência junto àquilo que vende, vai ficar pra trás”. Ele exalta, ainda, que uma pesquisa feita pela Columbia University, nos Estados Unidos, revelou que empresas com cultura forte tendem a ter apenas 13% de turnover, enquanto as com cultura fraca têm 48%. E que, quando há engajamento dos colaboradores, a rentabilidade da companhia chega a ser 21% maior.

Para o executivo, outra mudança nas empresas deve ser com relação justamente à autonomia dos funcionários. “Para elas poderem se dizer transformadas digitalmente, será necessário atualizar processos. Entre eles, essa independência do colaborador, que caminha de acordo com uma gestão, mas que segue os próprios passos. Principalmente se o modelo de home office continuar, o que deve acontecer, essa mudança é fundamental”, conclui.